sábado, 19 de maio de 2012

Triângulo do dragão


Mar do Diabo (魔の海 Ma no Umi), Triângulo do Dragão ou do Pacífico é uma região do Pacífico ao redor da Ilha Miyake, cerca de 100 km ao sul de Tóquio. Um dos lados do triângulo pode estar na ilha de Guam. Apesar de o nome ser usado pelos pescadoresjaponeses, não aparece nas cartas náuticas.
Na cultura popular, especialmente nos Estados Unidos, acredita-se que o Mar do Diabo possa ser, junto com o Triângulo das Bermudas, uma área onde barcos e aviões desaparecem sob circunstâncias misteriosas. Os japoneses, por outro lado, não consideram o Mar do Diabo como sendo mais misteriosa ou perigosa do que outras águas costeiras do Japão.
Ao contrário de algumas declarações, nem o Mar do Diabo nem o Triângulo das Bermudasestão localizados na linha agônica, onde o norte magnético se iguala ao norte geográfico. Adeclinação magnética nesta área é de cerca de 6°.
Entre os fenômenos reportados no Mar do Diabo estão as perdas de barcos e aviões (mais do que no Triângulo das Bermudas), numerosos navios fantasmas, barcos não-identificados,OSNIs e perdas de intervalos de tempo.

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O escritor estadunidense de ficção
 Charles Berlitz escreveu um livro chamado The Dragon's Triangle (O Triângulo do Dragão, 1989). Segundo ele, o Triângulo do Dragão aparece como uma zona perigosa nos mapas japoneses. Também afirma que, nos anos de paz entre 1952e 1954, o Japão perdeu cinco embarcações militares com um total de tripulação desaparecida que supera 700 pessoas. O governo japonês, a fim de saber o motivo da perda de barcos e pessoas, financiou uma embarcação de investigação tripulada com mais de 100 cientistas, para estudar o Mar do Diabo. Depois, a embarcação desapareceu com todos os cientistas, e o Japão declarou a área como zona perigosa.Declaração de Charles Berlitz

[editar]Refutação

Segundo a investigação de Larry Kusche, essas "embarcações militares" eram embarcações de pesca, e alguns deles se perderam fora do Mar do Diabo, tão longe como perto de Iwo Jima (1000 km ao sul do Japão). Também assinala que, naquela época, a cada ano se perdiam centenas de barcos de pesca ao redor do Japão.
A embarcação japonesa de investigação que Berlitz mencionou, chamado Kaiyo Maru nº 5, com uma tripulação de 31 pessoas a bordo (não 100), foi destruída por uma erupção em 24 de Setembro de 1952, em uma missão de investigação sobre a atividade de um vulcão submarino, o Myōjin-shō, a uns 300 km ao sul do Mar do Diabo. Alguns restos foram recuperados.

[editar]Curiosidade

Curiosamente, o Triângulo das Bermudas situa-se diretamente na mesma linha de latitude do triângulo do dragão, 35 graus, levando muitos pesquisadores a acreditar que exista um Buraco de minhoca, um tipo de túnel que poderia ligar o Triângulo das Bermudas com o Triângulo do Dragão, dando a entender que um dos dois triângulos serve como buraco negro e o outro como um buraco branco.
Abaixo veremos um documentário acerca do Triângulo do dragão:
Parte 1

Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7

Doppelgänger




     
 segundo as lendas germânicas de onde provém, é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma ideia de que cada pessoa tem o seu próprio). Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo as suas características internas mais profundas. O nomeDoppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duploréplica ou duplicata) e gänger (andanteambulanteou aquele que vaga).

[editar]Controvérsia

Existem muitas controvérsias sobre como esta criatura misteriosa é tratada: uns dizem que ela anuncia maus agouros, enquanto outros ditam que é uma representação acentuada do lado negativo de uma pessoa. No primeiro caso, diz-se que ver o seu própriodoppelgänger é um sinal de morte iminente, pois a lenda reza que a pessoa está vendo a sua própria alma projetando-se para fora do corpo para assim embarcar para o plano astral. Em outras circunstâncias, se o Doppelgänger é visto por amigos ou parentes, isso é um anúncio de má sorte ou de problemas emocionais que se aproximam. No segundo caso, há quem diga que ele assume o negativo da pessoa para tentar sobre a mesma uma influência negra, de modo a converter a pessoa a fazer coisas cruéis ou simplesmente coisas que ela não faria naturalmente. Ainda existem aqueles que especulam que o doppelgänger seja um tipo de "conselheiro" invisível para a pessoa, seja dando avisos ou implantando idéias. Dado este plano, acredita-se que o doppelgänger somente é visível para quem o tem, e mesmo em tal circunstância ele só pode ser visto espiritualmente, pois ele não se reflete em espelhos ou qualquer superfície física. Estima-se também que cães e gatos podem ver os doppelgänger dos seres humanos, embora isso seja ainda não comprovado. Em parte há quem credite o doppelgänger como sendo o polar oposto de seu dono, ou seja, se a pessoa é boa, odoppelgänger é mau, ou o oposto.

[editar]Visão científica

O fenômeno Doppelgänger, segundo os meios científicos, é provocado pelo mau funcionamento da junção temporo-parietal, uma região do cérebro responsável pela integração de várias sensações (táteis, visuais e de posicionamento do corpo) que constantemente chegam ao cérebro, "montando" a forma pela qual se entende o mundo e o posicionamento do corpo em relação ao que está ao redor. O mau funcionamento dessa região pode, portanto, acarretar o desacoplamento da percepção inconsciente do corpo e da sua representação no espaço. Quando as sensações táteis, de equilíbrio e visuais não coincidem entre si, a compreensão da localização do corpo e do que é pessoal ou extrapessoal perde-se, e tem-se a origem da intrigante sensação autoscópica ou extracorpórea, o que poderia explicar a visão do Doppelgänger.

[editar]Casos famosos

Sempre houve relatos sobre pessoas (célebres ou não) que afirmam terem visto o que poderia ser o seu Doppelgänger. Um possível caso de Doppelgänger seria o da professora Emilie Sagée, de 32 anos. Ela alega ter visto seu Doppelgänger do outro lado da janela dasala de aula onde lecionava.
Os seus alunos também viram o Doppelgänger da professora e ficaram chocados. O Doppelgänger da professora apareceu quando ela escrevia no quadro-negro. Seu Doppelgänger já aparecia regularmente no refeitório e nos corredores da escola. Esse acontecimento resultou na demissão da professora. O caso foi contado pelo escritor americano Robert Dale Owen.
Na série de televisão The Vampire Diaries, há um caso de Doppelgänger, contudo a Doppelgänger é vista apenas como uma cópia. A protagonista (Elena Gilbert) é Doppelgänger da antagonista (Katherine Pierce). No episódio da terceira temporada Bringing Out The Dead é revelado que Katherine Pierce é a Doppelgänger de "Tatia", a garota que, por ter sido usada em um ritual que envolveu seu sacrifício, teria dado origem as cópias.
Em outra série de televisão, How I Met Your Mother, os cinco personagens principais da trama encontram seus respectivosDoppelgänger em diversos episódios da série. A personagem Lily Aldrin possui uma Doppelgänger stripper, Marshall Eriksen possui um Doppelgänger latino com bigode, Robin Scherbatsky possui uma Doppelgänger homossexual, Barney Stinson possui umDoppelgänger médico e Ted Mosby possui um Doppelgänger lutador latino de campeonatos de humanos versus robôs.
Nas séries de televisão, Stargate SG-1 e Stargate Atlantis, se vê os dois tipos de Doppelganger. Enquanto que em SG-1, o Doppelganger sai de um cristal e tenta curar o emocional do personagem Jack O'Neill, em Atlantis, o Doppelganger que sai de um cristal similar tem características sombrias. Ele não assume corpo próprio, mas em contrapartida, se move entre os corpos, causando pesadelos aterrorizantes.
No jogo Tomb Raider: Underworld, Lara Croft possui uma Doppelgänger com vontades próprias, diferentemente de sua primeira, deTomb Raider: Anniversary e Tomb Raider, que executava os exatos mesmos movimentos de Lara.
Consta também no jogo "Devil May Cry 3", onde em uma determinada fase você enfrenta o seu 'lado oposto' todo negro, envolto em sombras. Ao vencer a batalha você recebe o poder Doppelganger, onde uma cópia sua aparece atrás do inimigo copiando seus golpes.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A floresta assombrada


Se você é corajoso e gosta de passar por experiências que lhe fazem sentir medo. O vídeo abaixo foi feito para você, mas para que tudo dê certo você precisa seguir alguns passos:
1 – Use fone de ouvido, caso contrário os efeitos não surtiram efeito;
2 – Se estiver em casa apague a luz e deixe apenas o computador ligado;
3 – Coloque o vídeo em tela cheia ou feche os olhos quando ele começar, para que a sensação de imersão seja melhor.
Não se preocupe, pois não existe nenhum tipo de susto durante o vídeo, ele apenas se utiliza de uma técnica de áudio 3D, que dá uma sensação de que realmente estamos no local. E, como é dito no título, o tema é Floresta Assombrada, então solte sua imaginação e aperte o play e divirta-se. Depois conte sua experiência:

Não se esqueça de curtir!

A loira da estrada


 Numa noite chuvosa uma mulher solteira e muito bela corria desesperada pela chuva com seu filho de colo que ardia de febre para leva-o ao hospital da cidade mais próxima que ficava á 30 km de distância, na estrada ela acenava para os caminhoneiros pararem para socorrer seu filho más ninguém a atendia e a criança ficava cada vez pior, embora ela fosse conhecida por todos os caminhoneiros da região por sua tão grande formosura, a chuva ficou mais intensa de modo que não se via mais nada foi então que acidentalmente um caminhão sem ver atropelou os 2, depois disso conta que a bela loira pede carona nas estradas e durante a viagem ela seduz o caminhoneiro e antes de mata-lo se pode ouvir o choro da criança e os gritos de agonia da mãe na chuva...

Aparição no cemitério

Muito sinistro.

Severa Romana


De tantas “Beléns” e personagens que habitam o Centro de Memória da Amazônia/UFPA, encontramos Dona Ferreira que morava na Belém de 1900. Um tempo em que a cidade respirava ares de mudanças, que incluía profundas alterações na sua malha urbana e na população. Uma onda de nordestinos continuava chegando, principalmente cearenses, fugindo dos rigores da seca e acreditando na possibilidade de construir uma vida sustentada pela riqueza gerada pelo “ouro negro”.

Entre tantas moradas dessa Belém, tinha uma casa situada na rua João Balbi, número 81, que trazia na sua estrutura domiciliar e na sua arrumação doméstica, as marcas das transformações urbanas. Lá moravam várias famílias, entre elas: a de Dona Ferreira e seu marido; a do cabo do exército, o cearense Antonio; e a de outra cearense, Dona Gadelha. Embora vivessem no mesmo espaço domiciliar (e, talvez, por isso), as relações entre tais pessoas eram marcadas por tensões e por paixões. Até que, no dia 02 de julho de 1900, essas tensões explodiram. Dona Ferreira era responsável por fazer a comida dos moradores da casa. Na ocasião do almoço, quando fora servir a refeição ao cabo Antonio, este se recusou a comer, reclamando do tempero da comida – segundo ele, faltava cebola e azeite. A discussão fora testemunhada por uma terceira pessoa, Dona Gadelha, que se recusou a assistir a confusão. Cansada da briga, Dona Gadelha se retirou assustada para o quintal. Nesse instante, ouviu os gritos aflitos de Dona Ferreira. Correndo para o interior da casa, encontrou a cozinheira deitada de bruços no chão e imóvel. A primeira impressão da testemunha foi que a vítima havia levado uns safanões, mas ao chegar mais perto viu o sangue escorrendo das mãos, do pescoço degolado e do peito. Dona Ferreira estava morta. O assassino fora visto correndo na direção da Tv. 14 de Março e perseguido por uma pequena multidão entusiasmada em prendê-lo. O criminoso se refugiou no XV Batalhão, onde se entregou e confessou o crime. A multidão que o perseguira não esqueceu o crime e passou a chamá-lo de “fera fardada”.

No dia de seu julgamento (27/07/1900), a multidão estava de prontidão e se encarregou de repetir, efusivamente, a alcunha; e da turba alvoroçada pedras cruzaram o ar para alcançar o criminoso. Essa história, e tantas outras partes do passado da Amazônia, encontra-se na documentação criminal arquivada no Centro de Memória da Amazônia. Quantos mortos, quantas paixões, quantos medos, quantas cidades, quantas histórias aguardam um curioso e aguçado olhar para serem desveladas? Quantos passados podemos criar? Dona Ferreira, a assassinada, era uma pessoa bastante conhecida por vocês. Seu nome completo era Dona Severa Romana Ferreira, mulher que, até hoje, merece a devoção de tantos e por tantos. A fé e o tempo se encontram!

Nos tempos atuais:
Quarta-feira, 20/01/2010, 08h26

Espetáculo 'Severa Romana' está de volta ao teatro



Severa Romana era uma mulher simples. Aos 19 anos, prestes a ter um filho, ela se transformou em um verdadeiro mito popular. Dedicada ao marido e fiel aos seus princípios, Severa foi violentada e brutalmente assassinada com golpes de navalha pelo Cabo Ferreira. O ano era 1900 e a cidade de Belém vivia as riquezas da Belle Èpoque. A notícia logo se espalhou. À moça foram atribuídos milagres e graças. Até hoje, muitos fiéis ainda se reúnem em volta de seu túmulo no cemitério de Santa Izabel, no centro da cidade. Ela virou mártir e continua inspirando os paraenses não só no plano espiritual. A triste história da jovem moça virou filmes e peças de teatro.

A Trupe de Teatro Flor de Lyz, de Ananindeua, apresenta novamente a adaptação “Severa Romana: A Mártir Popular”. Com texto do jornalista e dramaturgo Nazareno Tourinho, que fez a adaptação da morte de Severa em 1960, e direção geral de Lúcio Martins, o espetáculo reconta de maneira realista o drama da jovem assassinada. As apresentações da primeira temporada iniciam hoje, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique, e seguem no mesmo horário até o próximo domingo, dia 23.

O espetáculo começou a ser montado em maio do ano passado e viabilizado após a Trupe ter sido contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz 2009, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A tragicomédia, apresentada em 1 ato e 13 cenas, tem personagens caricatos que expõem os costumes dos belenenses em 1900, o clima de uma cidade que vivia seu êxito econômico, com cenários e figurinos que remetem à cidade de Belém deste período. Mas para além dos aspectos que compõem o enredo, o espetáculo apresenta valores éticos e morais. “A peça enfatiza também a violência contra a mulher e o abuso de poder, que mesmo sendo fatos que ocorreram há mais de cem anos, continuam acontecendo”, diz o diretor Lúcio Martins . 



Nota de Igor Furtado:
Lúcio Martins -que é amigo deste que vos injeta nas veias das mentes ávidas por causos e acontecimentos- "trouxe de volta à vida" a Severa Romana de tempos idos; de uma Belém ainda menina, amadurecendo nesta "metrópole da Amazônia" como é conhecida. Uma história onde o real e o fantástico se fundem num espetáculo cativante.
Abaixo um vídeo que anunciava a peça:



O Xincuã


A lenda do Xincuã é uma Lenda Ornitológica por se relativa a um pássaro, diferentemente das outras espécies de animais, como o Boto, da Boiaçu, da Mula-sem-cabeça, do lobsimem, etc., pois os animais aqui não se revestem de formas mitológicas, mas simplesmente exercem certas e determinadas influências, como a do Xincuã que é atribuída ao pássaro à natureza de alma penada, caracterizando-o como pássaro agourento.

A lenda do Xincuã foi narrada pela primeira vez no livro Lendas Amazônicas (1916), e a segunda em 1951 em Folclore Amazônico. A história se passa na palhoça da família do senhor Polidoro, que morava com sua esposa Maria suas duas filhas às margens do rio Maguari-Açu às proximidades de Ananindeua. O Velho Polidoro pescava e a mulher com as duas filhas cultivavam um pequeno roçado. Veja a seguir a história:

- Boa tarde, nhá Maria, como vai passando?
- Assim e você? 
(...)
- (...) Onde esta seu marido? Foi à pesca?
- Ele! Pois então o senhor não sabe que o Polidoro está deitado há três dias! [?]
- Não sabia. E o que tem ele?
- Sei lá; deu-lhe uma dor no lado e uma febre que o pobre homem não sabe pra donde se virar.
- Algum resfriamento; mande buscar remédio lá em casa.
- Qual? Polidoro está bem mal. Não sei mesmo se ele escapa desta.
- Não desanime, nhá Maria, tenha fé em Deus.
-Fé eu tenho, mas é que sucede cada coisa, que faz a gente imaginar.
(...)
Havia três dias que o Polidoro adoecera e a febre não cedia com os chás e as defumações que a mulher lhe fazia.
(...)
Quando se agrava a doença e as mezinhas (remédios caseiros) foram já repudiadas, os parentes do enfermo tratam, imediatamente, de lhe preparar os últimos momentos e prevenir o enterro. 
(...)
É por isso que o caboclo, quando anuncia que uma criatura está doente, em estado grave, usa dizer, com certa ironia simplória: [--] “Fulano está para dar café!”
Em casa do enfermo desenganado reúne-se toda a parentela e aí fica, dias e dias, dormindo e comendo, à espera da morte do doente, a quem faz quarto. De instante em instante, corre o café.
(...)
Na manhã seguinte fui à casa de Polidoro.
Encontrei um mundo de gente lá metido.
(...)
Nhá Maria levantou-se e me fez entrar.
- Você está vendo?! Eu não disse que Polidoro estava mesmo mal?!
- Morreu seu marido? Indaguei surpreendido.
- Não senhor; mas não escapa. (...)
Sentei-me a um banco; nhá Angélica, irmã do doente, veio sentar-se ao meu lado e, depois de um prolongado silêncio, em que só se ouvia, de quando em quando, um gemido do Polidoro e o tamborilar dos dedos dos caboclos nos parapeitos das janelas e nas ombreiras das portas, onde se acostaram, cantou-me que todos os dias, ao amanhecer e ao pôr do sol, um belo xincuã costumava poisar nos galhos do marupaúba, em frente à casa do irmão, e ali ficava horas inteiras a cantar alegremente o seu tê-tê-tê-tê...
Aconteceu, porém, que no dia em que o Polidoro adoeceu, o pássaro deixou de trinar o seu canto de alegria, para entoar o fatídico xin-cu-ã.
Eis o motivo certo da tristeza da cabocla, disse de mim para mim; a superstição garroteando-lhe o espírito! 
- Vimos logo, prossegui nhá Angélica, que o Polidoro não levantava desta. O malvado veio avisar-nos que meu irmão esta para morrer.
- E você acredita que um pássaro bruto possa lá saber aquilo que nós ignoramos?
- Ora, se não! Xincuã adivinha quando a gente esta para morrer, porque xincuã é alma penada. Quem sabe, até, se esse um não é a alma do pai ou da mãe do Polidoro! Vosmecê não acredita, mas o fato é que quando uma pessoa adoece e esse malvado vem cantar xincuã e não tê-tê-tê, junto da casa, pode contar...
E lá voltou nhá Maria com a garrafa de meupatia, que veio buscar por descargo de consciência, mas com a certeza de que o Polidoro não escaparia desta. Xincuã não se engana.

Fonte: Oliveira, José Coutinho. Imaginário Amazônico. SILVA, Ana Paula Rebelo; REBELO, Maria Madalena de Oliveira; CORRÊA, Paulo Maués. Belém: Paka-Tatu, 2007.