sexta-feira, 18 de maio de 2012

A floresta assombrada


Se você é corajoso e gosta de passar por experiências que lhe fazem sentir medo. O vídeo abaixo foi feito para você, mas para que tudo dê certo você precisa seguir alguns passos:
1 – Use fone de ouvido, caso contrário os efeitos não surtiram efeito;
2 – Se estiver em casa apague a luz e deixe apenas o computador ligado;
3 – Coloque o vídeo em tela cheia ou feche os olhos quando ele começar, para que a sensação de imersão seja melhor.
Não se preocupe, pois não existe nenhum tipo de susto durante o vídeo, ele apenas se utiliza de uma técnica de áudio 3D, que dá uma sensação de que realmente estamos no local. E, como é dito no título, o tema é Floresta Assombrada, então solte sua imaginação e aperte o play e divirta-se. Depois conte sua experiência:

Não se esqueça de curtir!

A loira da estrada


 Numa noite chuvosa uma mulher solteira e muito bela corria desesperada pela chuva com seu filho de colo que ardia de febre para leva-o ao hospital da cidade mais próxima que ficava á 30 km de distância, na estrada ela acenava para os caminhoneiros pararem para socorrer seu filho más ninguém a atendia e a criança ficava cada vez pior, embora ela fosse conhecida por todos os caminhoneiros da região por sua tão grande formosura, a chuva ficou mais intensa de modo que não se via mais nada foi então que acidentalmente um caminhão sem ver atropelou os 2, depois disso conta que a bela loira pede carona nas estradas e durante a viagem ela seduz o caminhoneiro e antes de mata-lo se pode ouvir o choro da criança e os gritos de agonia da mãe na chuva...

Aparição no cemitério

Muito sinistro.

Severa Romana


De tantas “Beléns” e personagens que habitam o Centro de Memória da Amazônia/UFPA, encontramos Dona Ferreira que morava na Belém de 1900. Um tempo em que a cidade respirava ares de mudanças, que incluía profundas alterações na sua malha urbana e na população. Uma onda de nordestinos continuava chegando, principalmente cearenses, fugindo dos rigores da seca e acreditando na possibilidade de construir uma vida sustentada pela riqueza gerada pelo “ouro negro”.

Entre tantas moradas dessa Belém, tinha uma casa situada na rua João Balbi, número 81, que trazia na sua estrutura domiciliar e na sua arrumação doméstica, as marcas das transformações urbanas. Lá moravam várias famílias, entre elas: a de Dona Ferreira e seu marido; a do cabo do exército, o cearense Antonio; e a de outra cearense, Dona Gadelha. Embora vivessem no mesmo espaço domiciliar (e, talvez, por isso), as relações entre tais pessoas eram marcadas por tensões e por paixões. Até que, no dia 02 de julho de 1900, essas tensões explodiram. Dona Ferreira era responsável por fazer a comida dos moradores da casa. Na ocasião do almoço, quando fora servir a refeição ao cabo Antonio, este se recusou a comer, reclamando do tempero da comida – segundo ele, faltava cebola e azeite. A discussão fora testemunhada por uma terceira pessoa, Dona Gadelha, que se recusou a assistir a confusão. Cansada da briga, Dona Gadelha se retirou assustada para o quintal. Nesse instante, ouviu os gritos aflitos de Dona Ferreira. Correndo para o interior da casa, encontrou a cozinheira deitada de bruços no chão e imóvel. A primeira impressão da testemunha foi que a vítima havia levado uns safanões, mas ao chegar mais perto viu o sangue escorrendo das mãos, do pescoço degolado e do peito. Dona Ferreira estava morta. O assassino fora visto correndo na direção da Tv. 14 de Março e perseguido por uma pequena multidão entusiasmada em prendê-lo. O criminoso se refugiou no XV Batalhão, onde se entregou e confessou o crime. A multidão que o perseguira não esqueceu o crime e passou a chamá-lo de “fera fardada”.

No dia de seu julgamento (27/07/1900), a multidão estava de prontidão e se encarregou de repetir, efusivamente, a alcunha; e da turba alvoroçada pedras cruzaram o ar para alcançar o criminoso. Essa história, e tantas outras partes do passado da Amazônia, encontra-se na documentação criminal arquivada no Centro de Memória da Amazônia. Quantos mortos, quantas paixões, quantos medos, quantas cidades, quantas histórias aguardam um curioso e aguçado olhar para serem desveladas? Quantos passados podemos criar? Dona Ferreira, a assassinada, era uma pessoa bastante conhecida por vocês. Seu nome completo era Dona Severa Romana Ferreira, mulher que, até hoje, merece a devoção de tantos e por tantos. A fé e o tempo se encontram!

Nos tempos atuais:
Quarta-feira, 20/01/2010, 08h26

Espetáculo 'Severa Romana' está de volta ao teatro



Severa Romana era uma mulher simples. Aos 19 anos, prestes a ter um filho, ela se transformou em um verdadeiro mito popular. Dedicada ao marido e fiel aos seus princípios, Severa foi violentada e brutalmente assassinada com golpes de navalha pelo Cabo Ferreira. O ano era 1900 e a cidade de Belém vivia as riquezas da Belle Èpoque. A notícia logo se espalhou. À moça foram atribuídos milagres e graças. Até hoje, muitos fiéis ainda se reúnem em volta de seu túmulo no cemitério de Santa Izabel, no centro da cidade. Ela virou mártir e continua inspirando os paraenses não só no plano espiritual. A triste história da jovem moça virou filmes e peças de teatro.

A Trupe de Teatro Flor de Lyz, de Ananindeua, apresenta novamente a adaptação “Severa Romana: A Mártir Popular”. Com texto do jornalista e dramaturgo Nazareno Tourinho, que fez a adaptação da morte de Severa em 1960, e direção geral de Lúcio Martins, o espetáculo reconta de maneira realista o drama da jovem assassinada. As apresentações da primeira temporada iniciam hoje, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique, e seguem no mesmo horário até o próximo domingo, dia 23.

O espetáculo começou a ser montado em maio do ano passado e viabilizado após a Trupe ter sido contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz 2009, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A tragicomédia, apresentada em 1 ato e 13 cenas, tem personagens caricatos que expõem os costumes dos belenenses em 1900, o clima de uma cidade que vivia seu êxito econômico, com cenários e figurinos que remetem à cidade de Belém deste período. Mas para além dos aspectos que compõem o enredo, o espetáculo apresenta valores éticos e morais. “A peça enfatiza também a violência contra a mulher e o abuso de poder, que mesmo sendo fatos que ocorreram há mais de cem anos, continuam acontecendo”, diz o diretor Lúcio Martins . 



Nota de Igor Furtado:
Lúcio Martins -que é amigo deste que vos injeta nas veias das mentes ávidas por causos e acontecimentos- "trouxe de volta à vida" a Severa Romana de tempos idos; de uma Belém ainda menina, amadurecendo nesta "metrópole da Amazônia" como é conhecida. Uma história onde o real e o fantástico se fundem num espetáculo cativante.
Abaixo um vídeo que anunciava a peça:



O Xincuã


A lenda do Xincuã é uma Lenda Ornitológica por se relativa a um pássaro, diferentemente das outras espécies de animais, como o Boto, da Boiaçu, da Mula-sem-cabeça, do lobsimem, etc., pois os animais aqui não se revestem de formas mitológicas, mas simplesmente exercem certas e determinadas influências, como a do Xincuã que é atribuída ao pássaro à natureza de alma penada, caracterizando-o como pássaro agourento.

A lenda do Xincuã foi narrada pela primeira vez no livro Lendas Amazônicas (1916), e a segunda em 1951 em Folclore Amazônico. A história se passa na palhoça da família do senhor Polidoro, que morava com sua esposa Maria suas duas filhas às margens do rio Maguari-Açu às proximidades de Ananindeua. O Velho Polidoro pescava e a mulher com as duas filhas cultivavam um pequeno roçado. Veja a seguir a história:

- Boa tarde, nhá Maria, como vai passando?
- Assim e você? 
(...)
- (...) Onde esta seu marido? Foi à pesca?
- Ele! Pois então o senhor não sabe que o Polidoro está deitado há três dias! [?]
- Não sabia. E o que tem ele?
- Sei lá; deu-lhe uma dor no lado e uma febre que o pobre homem não sabe pra donde se virar.
- Algum resfriamento; mande buscar remédio lá em casa.
- Qual? Polidoro está bem mal. Não sei mesmo se ele escapa desta.
- Não desanime, nhá Maria, tenha fé em Deus.
-Fé eu tenho, mas é que sucede cada coisa, que faz a gente imaginar.
(...)
Havia três dias que o Polidoro adoecera e a febre não cedia com os chás e as defumações que a mulher lhe fazia.
(...)
Quando se agrava a doença e as mezinhas (remédios caseiros) foram já repudiadas, os parentes do enfermo tratam, imediatamente, de lhe preparar os últimos momentos e prevenir o enterro. 
(...)
É por isso que o caboclo, quando anuncia que uma criatura está doente, em estado grave, usa dizer, com certa ironia simplória: [--] “Fulano está para dar café!”
Em casa do enfermo desenganado reúne-se toda a parentela e aí fica, dias e dias, dormindo e comendo, à espera da morte do doente, a quem faz quarto. De instante em instante, corre o café.
(...)
Na manhã seguinte fui à casa de Polidoro.
Encontrei um mundo de gente lá metido.
(...)
Nhá Maria levantou-se e me fez entrar.
- Você está vendo?! Eu não disse que Polidoro estava mesmo mal?!
- Morreu seu marido? Indaguei surpreendido.
- Não senhor; mas não escapa. (...)
Sentei-me a um banco; nhá Angélica, irmã do doente, veio sentar-se ao meu lado e, depois de um prolongado silêncio, em que só se ouvia, de quando em quando, um gemido do Polidoro e o tamborilar dos dedos dos caboclos nos parapeitos das janelas e nas ombreiras das portas, onde se acostaram, cantou-me que todos os dias, ao amanhecer e ao pôr do sol, um belo xincuã costumava poisar nos galhos do marupaúba, em frente à casa do irmão, e ali ficava horas inteiras a cantar alegremente o seu tê-tê-tê-tê...
Aconteceu, porém, que no dia em que o Polidoro adoeceu, o pássaro deixou de trinar o seu canto de alegria, para entoar o fatídico xin-cu-ã.
Eis o motivo certo da tristeza da cabocla, disse de mim para mim; a superstição garroteando-lhe o espírito! 
- Vimos logo, prossegui nhá Angélica, que o Polidoro não levantava desta. O malvado veio avisar-nos que meu irmão esta para morrer.
- E você acredita que um pássaro bruto possa lá saber aquilo que nós ignoramos?
- Ora, se não! Xincuã adivinha quando a gente esta para morrer, porque xincuã é alma penada. Quem sabe, até, se esse um não é a alma do pai ou da mãe do Polidoro! Vosmecê não acredita, mas o fato é que quando uma pessoa adoece e esse malvado vem cantar xincuã e não tê-tê-tê, junto da casa, pode contar...
E lá voltou nhá Maria com a garrafa de meupatia, que veio buscar por descargo de consciência, mas com a certeza de que o Polidoro não escaparia desta. Xincuã não se engana.

Fonte: Oliveira, José Coutinho. Imaginário Amazônico. SILVA, Ana Paula Rebelo; REBELO, Maria Madalena de Oliveira; CORRÊA, Paulo Maués. Belém: Paka-Tatu, 2007.

O navio fantasma


Os trechos dos textos a seguir foram retirados do Livro Imaginário Amazônico (2007), que reúne narrativas dos Livros: Lendas Amazônicas (1916) e Folclore Amazônico (1951) ambos de José Coutinho de Oliveira.
O Navio Fantasma de 1951 está classificado como Lenda de Encantamento, em que, encantamento é uma expressão utilizada entre o povo amazônico para designar fenômenos em que as mesmas se corporificam.

A história ocorre no Araci um povoado, habitado por agricultores e pescadores, originário de um antigo engenho que entrou em decadência depois do dia 13 de maio, pertencente na época ao município de Ananindeua. Quem narra à história é uma senhora que fala pelos cotovelos identificada como comadre Ana. Veja a seguir a história:

(...) A comadre fala um bocado e os casos que conta são quase sempre interessantes e maravilhosos.

Um dia destes nos apareceu e a conversa recaiu sobre os afundamentos dos nossos navios pelos corsários alemães.

- Não sei, meu compadre, mas serão mesmo os tais submarinos que estão fazendo essa malvadez? Outro dia eu e a comadre Mundica fomos tomar banho. O rio estava bem calmo, a manhã bem clara; já era quase meio-dia.

Nós ainda estávamos conversando, no porto, e eu já tinha me encomendado a S. Bento para me jogar n`água quando a comadre me bateu e me mostrou. Uma bandeirinha vinha subindo lá no meio do rio. Nós esperamos, esperamos, e a bandeirinha vinha sempre subindo, bem devagar, na ponta dum mastro preto. 

Daí há pouco começou a aparecer uma cousa como se fosse um casco de navio e brilhava como prata, no sol. Tivemos quase que fechar os olhos. Aquilo ficou ali por um tempo, depois foi outra vez mergulhando, mergulhando, até sumir. Nós nem tomamos mais o nosso banho. Isso é navio ou bicho do fundo, meu compadre da minh`alma? Eu não sei, mas que é que um submarino alemão tem que ver com duas mulheres que vão tomar banho?! Se ele quisesse fazer mal, não ia boiar lá em frente ao Araci, você não acha [,] meu compadre? Que é que tem lá para alemão? (...).

Menina fantasma no cemitério

Muita gente ao redor do mundo tende a querer ir a lugares proibidos e investigar por conta própria coisas que talvez não devam ser desvendadas. Abaixo vemos o vídeo de um desses "aventureiros"no lugar errado e na hora errada, atrás daquilo de que não se deve ir...
Acho que agora ele achou o que procurava...